Numa altura onde a palavra “incerteza” faz parte do nosso dia a dia, e os investidores ficam com medo pelas suas poupanças, é importante fazer uma reflexão do que tem sido a história dos mercados financeiros, pois só assim conseguiremos ver o panorama a longo prazo.

Ao longo dos últimos 72 anos, os mercados financeiros demonstraram uma extraordinária capacidade de recuperação após períodos de forte contração — ou seja, fases de queda acentuada nos preços dos ativos e desaceleração económica, muitas vezes associadas a recessões ou crises financeiras.

A história diz-nos que, entre 1956 e 2022, ocorreram diversos "bear markets"— períodos em que os mercados acionistas registam quedas prolongadas de 20% ou mais face ao seu pico recente — com quedas que variaram entre 20% e 57%. Estas quedas, embora dramáticas e muitas vezes acompanhadas por recessões económicas, foram invariavelmente seguidas por recuperações. O que impressiona não é apenas a certeza da recuperação, mas a regularidade com que estes ciclos se manifestam - aproximadamente um "bear market" significativo a cada 6-8 anos. Esta cadência previsível oferece aos investidores de longo prazo uma perspetiva valiosa: a volatilidade não é apenas inevitável, mas constitui parte integrante do funcionamento dos mercados.

As desvalorizações mais severas até ao dia de hoje, como as de 2007 (-57%), 2000 (-50%) e 1973 (-49%), levaram entre 4 e 6 anos até que os mercados voltassem aos seus níveis anteriores. Já as quedas mais moderadas (entre os 20% e os 30%, tendem a recuperar em menos de 2 anos. Ou seja, quando maior a queda, por norma maior será tempo necessário para a sua recuperação completa.

Um dado particularmente animador é que, segundo estudos abrangentes, em cerca de 63,6% dos casos históricos, o mercado recuperou completamente em apenas um ano. Este padrão sugere que a resiliência dos mercados é mais robusta do que muitos investidores presumem durante os períodos de volatilidade.

Alguns episódios desafiam os padrões típicos e oferecem lições particulares. A queda de 2020 provocada pela pandemia de COVID-19, por exemplo, destacou-se pela velocidade tanto da contração (-35% em apenas 33 dias), quanto da recuperação (161 dias até novo máximo histórico). Este episódio demonstra como as intervenções coordenadas de bancos centrais e governos podem alterar significativamente a dinâmica tradicional dos ciclos de mercado. Igualmente notável foi a recuperação de 1980, que apesar de uma queda de 27%, restabeleceu o valor máximo em apenas 84 dias.

Estes exemplos reforçam a importância de ter cautela ao usar médias históricas para casos específicos, mas não anulam a tendência geral de recuperação dos mercados após quedas.

A compreensão destes ciclos económicos históricos oferece orientações valiosas para os investidores, tais como:

1. Reforça o princípio fundamental de que o investimento de longo prazo transcende os ciclos de mercado;

2. Sugere que os períodos de queda significativa, em vez de serem visto como momentos de ansiedade, devem ser olhados frequentemente como oportunidades de investimento em ativos a valores mais baixos;

3. A variabilidade nos tempos de recuperação sublinha a importância da diversificação adequada e do ajuste do horizonte de investimento às necessidades de liquidez;

4. O retorno médio de 15,5% no ano seguinte ao término de uma recessão indica que os investidores que permanecem investidos durante períodos difíceis são frequentemente recompensados pela sua perseverança.

No fundo, ao contrário do que muitos investidores acreditam, o segredo para atuar nos mercados financeiros, não está em tentar prever o momento certo das quedas ou recuperações, mas em construir uma estratégia bem estruturada que tenha em conta os seus ciclos económicos.

A última semana tem girado à volta na nova implementação de tarifas a nível global realizada por Donald Trump, e nem uma ilha isolada sem habitantes nativos ficou impune.

Brincadeiras à parte, este movimento tem trazido alguma instabilidade prevendo-se até que o mercado acionista venha a cair em “Bear Market” (segundo o jornal ECO). Esta volatilidade tem causado movimentos de preocupação e ansiedade aos investidores, disso não há dúvida, mas será que ficamos por aqui?

O que se está a passar?

Esta nova imposição de tarifas comerciais pela administração de Donald Trump trouxe uma mudança significativa na política comercial norte-americana e no seu posicionamento estratégico. No entanto, numa altura onde tudo parece estar “perdido” é importante contextualizar estas medidas e compreender a resposta dos mercados.

No dia 5 de abril entrou em vigor uma tarifa base de 10% que incide sobre praticamente todas as importações para os EUA, enquanto as chamadas "tarifas recíprocas". Já as tarifas específicas para cada país, que também foram anunciadas por Donald Trump entraram em vigor esta quarta-feira, dia 9 de abril.

Uma coisa que muitas pessoas não se apercebem é que o timing escolhido não é acidental: a Casa Branca estabeleceu deliberadamente este período de 4 dias adicionais até à entrada em vigor das tarifas recíprocas, como uma janela de negociação, dando aos parceiros comerciais a oportunidade para implementar “medidas corretivas” que alinhem as suas práticas com os interesses económicos norte americanos. Esta abordagem segue claramente o "playbook" negocial característico de Trump, onde o anúncio de medidas drásticas serve como alavanca para futuras negociações bilaterais.

Qual foi o impacto nos mercados?

A maioria dos investidores estão a atravessar uma fase de preocupação, uma vez que a reação inicial dos mercados foi naturalmente negativa. As consequências destas medidas e a sua dimensão, acabou por se revelar muito mais impactante do que a maioria esperava.

É inegável que estamos perante uma mudança de paradigma: caminhamos para um modelo económico onde as decisões administrativas exercem maior influência sobre os preços do que os tradicionais mecanismos de mercado. A volatilidade torna-se, assim, a nossa nova certeza.

Mas, nem tudo são más notícias. O cenário caótico nos mercados nos últimos dias também confere à Reserva Federal americana a flexibilidade necessária para reduzir as taxas de juro. Uma medida prevista caso a economia global comece a mostrar sinais de abrandamento – que é também um dos objetivos (embora não assumido) da administração Trump. Se notarmos bem, as expectativas do mercado já tiveram um pequeno ajuste ao longo desta semana, apontando agora para quase quatro cortes nas taxas diretoras durante o ano de 2025.

O que significa isto para os investidores?

Apesar das incertezas, existem razões para manter a calma. As tarifas podem levar a um aumento dos preços, mas esse efeito pode ser pontual e não causar uma inflação estrutural e duradoura. Tudo depende da reação dos países/blocos afetados – especialmente China e União Europeia – que permanece uma incógnita, podendo variar entre retaliações e negociações.

A 9 de abril, Donald Trump anunciou a suspensão das tarifas recíprocas por 90 dias (excluindo a China), o que levou a uma reação positiva nos mercados financeiros após dias de quedas…

Num cenário de incertezas e potenciais oscilações de mercado, a principal recomendação para os investidores mantém-se inalterada: disciplina e foco na estratégia de longo prazo. Os períodos de volatilidade fazem dos ciclos de mercado e, com diversificação adequada e paciência estratégica, estes podem transformar-se em oportunidades para investidores informados.

As mais recentes flutuações no mercado tem causado alguma ansiedade a muitos investidores, mas não se preocupe porque não está sozinho. Esta instabilidade que temos vivenciado pode parecer assustadora, mas, na realidade, faz parte da jornada no mundo dos investimentos.

Muitos olham para a volatilidade dos mercados como algo negativo, mas na verdade, para investidores atentos pode criar boas oportunidade para fortalecer as suas carteiras. Aprender a lidar com essas oscilações e compreender por que ocorrem é o primeiro passo – e hoje vamos descobrir como.

O que é a volatilidade?

Muito resumidamente, a volatilidade é flutuação dos preços influenciada por vários acontecimentos políticos, económicos, ou eventos inesperados (como desastres naturais ou emergência de uma guerra). Quanto mais volatilidade existir, maior a variação do preço do ativo o que se traduz no aumento de risco para o investidor.

Essas flutuações de preço podem ser observadas nos vários tipos de ativos (tais como ações, obrigações, moedas), embora com intensidades diferentes, especialmente em momentos de grande turbulência.

Os dois lados da moeda

Investidores mais sensíveis às flutuações do mercado podem sentir-se pressionados a tomar decisões rápidas e emocionais, o que pode levar a perdas.  Embora a volatilidade seja, normalmente, vista como algo negativo, ela pode ser uma aliada para investidores que sabem como a aproveitar, por exemplo comprando ativos a um preço de “saldo” ou mais reduzido do que o normal.

Por exemplo, durante a pandemia de COVID-19, os mercados sofreram grandes oscilações. No início de 2020, o ETF MSCI World de ações globais desenvolvidas caiu mais de 30%, mas o avanço da vacinação, acabou por recuperar.

A força do investimento a longo prazo

Lidar com as oscilações do mercado pode ser stressante, e muitos investidores, ao sentirem essa pressão, decidem levantar os seus investimentos acreditando que estão a proteger o seu património. No entanto, ao fazerem isso, acabam por prejudicar a sua segurança financeira. A venda e/ou resgate motivado pelo medo ou excesso de confiança, são um dos maiores erros que os investidores cometem durante estes períodos mais instáveis.

Uma forma de mitigar a volatilidade é a adoção de uma estratégia de diversificação. Distribuir os investimentos em diferentes tipos de ativos (ações, obrigações, imóveis, etc.) ajuda a reduzir o risco de grandes perdas.

Historicamente, tem-se verificado que o mercado financeiro acaba sempre por recuperar, mesmo que leve mais tempo do que o esperado. Ou seja, ao decidir retirar os seus investimentos, poderá estar a perder uma oportunidade de crescimento futuro (como ilustra o gráfico da Bloomberg partilhado pela Creative Planning).

Um portfólio bem diversificado pode ajudar a suavizar os impactos das flutuações e permitir que os movimentos do mercado trabalhem a seu favor.

Conclusão

A volatilidade pode gerar incertezas e desafios, mas também oferece oportunidades para investidores estratégicos. O segredo para proteger os seus investimentos, e mitigar o risco, está em adotar uma abordagem diversificada, ter uma visão de longo prazo e acompanhar as últimas tendências do mercado. Agir de forma impulsiva pode prejudicar qualquer estratégia de investimento. 

Toda a gente sabe que o Certificado de Aforro é um dos mais populares instrumentos de poupança em Portugal, por serem associadas à estabilidade e segurança financeira.

Mas, por que razão os portugueses gostam tanto desta opção… e será um erro? É isso que vamos descobrir.

O crescimento que ninguém estava à espera

Ainda agora o ano começou e os Certificados de Aforro (CA) já são um dos produtos financeiros mais procurados segundo os últimos dados partilhados pelo Banco de Portugal. O primeiro mês do ano foi um mês de recordes com mais de 35 mil milhões de euros investidos neste instrumento, o que se traduziu num crescimento de 3,2% face a janeiro de 2024, segundo a Lusa.

Este crescimento inesperado da procura dos Certificados de Aforro justifica-se pela recente evolução das taxas de juro, pois até há bem pouco tempo estes estavam meio esquecidos. Em 2023, enquanto as taxas dos depósitos a prazo se encontravam em crescimento, o governo decidiu reduzir a remuneração máxima dos CA para o 2,5%, o que resultou numa estagnação de interesse. Ora, desde que estas taxas de juro bancárias começaram a decrescer, os portugueses optaram por apostar novamente neste tipo de investimento que manteve a sua remuneração estável nos últimos dois anos. Mas surge a questão: será esta a melhor opção para investir as nossas poupanças?

Segurança ou uma falsa segurança?

Aos olhos de alguns investidores, os Certificados de Aforro são um dos instrumentos financeiros mais fiáveis para ter as suas poupanças. Este instrumento, sendo um produto de capital garantido pelo Estado, acaba por criar mais confiança no sentido pessimista de “não vou perder dinheiro”, mas, por outro lado, pode limitar o potencial de rentabilidade, já que a segurança vem acompanhada de taxas de juro mais baixas e uma menor flexibilidade de investimento.

As desvantagens incluem uma taxa de juro variável, que pode diminuir se a Euribor cair; o limite máximo de investimento é de 100 000 euros, e os juros estão sujeitos a uma tributação de 28%. Comparados com alternativas como os PPR, os Certificados de Aforro podem ser menos competitivos, especialmente devido ao limite atual de 2,5% de taxa de juro.

Em contraste, os PPR’s oferecem uma rentabilidade potencialmente superior, beneficiando de uma maior flexibilidade de investimento e uma tributação mais vantajosa após 8 anos (apenas 8%). Além disso, o PPR é uma solução pensada para o longo prazo, o que permite não só construir um capital significativo para a reforma, mas também tirar proveito de vantagens fiscais no início e no fim do investimento. Rentabilidades passadas não são garantias de rentabilidades futuras, é verdade, mas quando o objetivo é construir uma poupança a longo prazo devemos considerar soluções menos conservadoras.

Caso prático – O Manel Conservador e o António Positivo

Imaginemos o Manel, que é mais conservador e escolheu, em janeiro de 2025, investir os seus 1.500€ num Certificado de Aforro, com uma taxa de juro de 2,5% ao ano. Ao fim de um mês, ele terá um retorno de 3,75€, resultando num total de 1 503,75€. Se mantiver o investimento durante um ano, o seu retorno bruto será de aproximadamente 37,50€, totalizando 1.537,50€. A vantagem do Manel é a segurança: o capital é garantido pelo Estado, o que significa menos riscos, mas também uma rentabilidade mais modesta.

Por outro lado, o António, mais positivo e disposto a assumir um pouco mais de risco, decidiu investir os mesmos 1 500€ no seu PPR Golden SGF ETF (Classe B), que registou uma rentabilidade de 2,30% no mês de janeiro de 2025. Após um mês, o António verá o seu investimento crescer 34,50€, totalizando 1 534,50€. Para efeito de comparação, o que o Manel ganharia num ano com o Certificado de Aforro, o António conseguiu em apenas um mês com o seu PPR.

Embora o PPR ofereça uma rentabilidade superior à do Certificado de Aforro, ele também envolve mais volatilidade e risco. Contudo, para quem pensa a longo prazo, o PPR pode ser uma solução mais vantajosa, desde que esteja disposto a assumir essas variações.

Conclusão

Muitas vezes, cometemos o erro de encarar as poupanças como algo para ser utilizado a curto prazo, quando, na verdade, essa função cabe ao fundo de emergência. As poupanças devem ser vistas como um projeto de médio/longo prazo, pensado para garantir segurança financeira no futuro.

A sensação de segurança que os Certificados de Aforro proporcionam pode ser tentadora, pois dão a impressão de que "não vamos perder dinheiro". No entanto, essa segurança tem um custo: uma rentabilidade reduzida, que pode não compensar no longo prazo, especialmente em períodos de baixas taxas de juro. O receio da volatilidade e o desconhecimento de outras alternativas muitas vezes travam decisões mais vantajosas, mas é importante perceber que, ao longo do tempo, o risco tende a diluir-se e pode traduzir-se em retornos mais motivadores.

Antes de escolher onde investir, analise a sua situação financeira e os seus objetivos. Existem alternativas como os PPRs, que oferecem opções mais rentáveis e com benefícios fiscais, adaptando-se a diferentes perfis. Pense na poupança como um compromisso de futuro e deixe o seu dinheiro trabalhar para si.

O futuro das reformas tem sido um tema amplamente discutido nos últimos tempos, especialmente após um estudo da OECD ter revelado que, até 2050, os pensionistas poderão receber menos de metade dos seus rendimentos atuais.

Esta visão tem levantado preocupações, especialmente junto das gerações mais novas, acabando por mostrar a importância da existência de um planeamento financeiro cuidado para a reforma. Para ajudar os cidadãos a entender melhor o futuro que os espera, a Segurança Social lançou um novo simulador de pensões, que permite calcular, de forma simples e personalizada, uma estimativa ou previsão (não valores absolutos) do que irão receber na altura da reforma.   

O Simulador de Pensões

Esta é uma ferramenta pode ajudá-lo a preparar-se para o futuro com maior confiança e segurança, pois permite calcular uma estimativa do rendimento a receber na reforma, com base em diferentes funcionalidades e diferentes cenários. Ou seja, o sistema permite realizar dois tipos de simulações:

- Automática: no caso de o objetivo ser a Pensão de Velhice do regime geral, calculada a partir dos salários registados na Segurança Social);

- Personalizada: permite ao utilizador ajustar ou inserir novas informações para a Pensão de Velhice, Pensão de Invalidez Absoluta e Pensão de Invalidez Relativa.

As simulações são realizadas de acordo com as regras estabelecidas no Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na redação em vigor à data da simulação. No entanto, os regimes especiais de antecipação da idade de acesso à reforma não estão contemplados na ferramenta.

Poderá consultar mais detalhes no “Guia Prático – Simulador de Pensões”, partilhado pelo Instituto da Segurança Social.

Como funciona?

O Simulador de Pensões da Segurança Social utiliza uma fórmula geral para calcular a pensão, permitindo estimar tanto a idade da reforma como o valor aproximado da pensão. Após realizar a simulação (seja ela automática ou personalizada), é apresentado o resultado, onde poderá visualizar a idade em que pretende reformar-se, bem como o valor estimado da sua pensão. Para consultar os salários e dados adicionais utilizados no cálculo, basta clicar em "Obter salários e dados adicionais que contaram para esta simulação". Desta forma, poderá verificar todos os detalhes sobre os seus salários registados e outros dados considerados na simulação.

No entanto, se a idade escolhida não for a legalmente prevista ou se o tempo mínimo de contribuições não for cumprido, o simulador irá avisá-lo, mesmo levando em conta os anos previstos até à data de início da pensão.

É importante também realçar que o simulador não inclui situações especiais, como o cálculo de pensões para quem descontou tanto para a Segurança Social como para a Caixa Geral de Aposentações; contribuições feitas no estrangeiro ou reformas antecipadas para profissões de alto desgaste. Além disso, não se esqueça que os valores apresentados são apenas estimativos, pois baseiam-se nas regras atuais e em suposições simples sobre a evolução dos salários e da economia, o que significa que o cenário pode ser alterado rapidamente.

Conclusão:

Esta ferramenta criada pela Segurança Social oferece uma estimativa personalizada, ajudando-o a planear o seu futuro financeiro. Para aceder ao simulador, basta estar registado na Segurança Social Direta, introduzir o seu número de Segurança Social e a respetiva palavra-passe. Após o login, selecione o menu "Pensões" e clique na opção "Simulador de pensões" para iniciar a simulação.

Assim, poderá ter uma visão clara do valor aproximado da sua pensão e começar a preparar-se para a reforma com mais confiança, através de uma estratégia de poupança e/ou investimento diversificada. No entanto, lembre-se de que os resultados são meramente estimativos, baseados na realidade atual, e não devem ser tomados como garantidos.

O início do novo ano marca uma nova oportunidade para refletir sobre o que foi alcançado e o que ainda está por fazer, e não falamos só do regresso ao ginásio. Este é o momento ideal para organizar as finanças pessoais para começar 2025 com o pé direito e tomar decisões inteligentes. 

Dizer que o planeamento financeiro é uma ferramenta essencial para atingir os nossos objetivos a médio e longo prazo não é algo novo, mas é sempre importante relembrar. Neste artigo, exploramos não só as estratégias clássicas, mas também abordagens inovadoras, como a gamificação da poupança, que pode transformar a forma como encaramos o ato de poupar — especialmente para aqueles que consideram este ponto um desafio. 

Por onde devemos começar? 

1. Avaliação da situação atual e os seus objetivos: 

Ao analisar os rendimentos, despesas fixas e variáveis, investimentos e poupanças, será mais fácil identificar despesas que podem ser eliminadas ou reduzidas, sem comprometer a sua qualidade de vida. Para além das clássicas tabelas de Excel, existem apps que ajudam a categorizar as suas despesas automaticamente, e até sugerir padrões de consumo desnecessários. 

Uma vez que o seu panorama financeiro esteja bem estabelecido, está na altura de pensar nos seus objetivos de poupança e investimento.  Estabelecer metas específicas ajuda a manter o foco, mas não convém pensar apenas no imediato. Um planeamento financeiro inteligente deve contemplar metas a curto (até 1 ano), médio (1-5 anos) e longo prazo (mais de 5 anos).  

2. Defina o seu plano de Poupança e Investimento: 

Muitos jovens vêm a poupança como algo difícil de alcançar especialmente com o custo de vida atualmente, não sabendo bem por onde começar. O segredo para um plano de poupança e investimento bem estruturado está na consistência. Por isso, partilhamos aqui algumas dicas que poerão ajudar a definir o seu plano financeiro para 2025: 

- Automatizar a poupança: Uma das formas mais eficazes de garantir que poupa de forma consistente é automatizar o processo. A configuração de transferências automáticas para fundo de investimento, quase como se fosse uma “despesa do mês”, irá ajudar que faça esta poupança de forma regular; outra estratégia prática poderá ser o arredondamento de compras. Algumas apps bancárias e de pagamento oferecem funcionalidades que arredondam suas compras para o valor inteiro mais próximo e transferem a diferença para a poupança. Embora realizada de forma pouco significativa, essa micro-poupança pode se acumular de forma significativa ao longo do tempo. 

- Use novas formas de incentivo de poupança: A gamificação pode ser uma estratégia criativa e eficaz para tornar a poupança e o investimento mais envolventes e motivadores. Ao ver o processo como um jogo, com desafios mensais, recompensas por metas atingidas e feedback visual do progresso, poderá ajudar a manter o foco nos seus objetivos financeiros. 

- Diversifique o seu investimento: Poupar não se resume a guardar dinheiro extra, mas sim a procurar soluções que façam o seu capital crescer. Embora muitos considerem que investir é arriscado, este também é uma forma de poupança, desde que seja feito dentro do seu nível de conforto em relação ao risco. Diversifique os seus investimentos em vários tipos de soluções com mais liquidez a curto, médio e longo prazo (como PPRs, ETFs, ações ou imobiliário), de forma a construir uma carteira diversificada. Consulte um especialista financeiro, se necessário, para otimizar as suas escolhas.  

- Não desvalorizar o fundo de emergência: Antes de pensar em investimentos mais arriscados, é crucial ter um fundo de emergência bem estruturado. Criar um fundo de emergência é um dos primeiros passos para uma boa gestão financeira, pois permite lidar com despesas inesperadas. Regra geral, este fundo deve cobrir entre 3 e 6 meses de despesas essenciais para profissões mais estáveis e entre 6 a 12 meses para profissionais com rendimentos mais volúveis, como freelancers. 

3. Acompanhe as tendências financeiras de 2025: 

Em 2025, é crucial estar atento às tendências que impactam o mercado financeiro, especialmente no contexto de investimentos. As finanças verdes estão a crescer, com mais investidores a optar por alternativas sustentáveis que alinham rentabilidade com responsabilidade ambiental. Além disso, as tecnologias financeiras oferecem soluções acessíveis para gestão de investimentos, o que permite otimizar o seu plano financeiro com mais eficiência. Portanto, ao considerar novas opções de investimento, é fundamental tomar decisões informadas. Para isso, é importante consultar um especialista do setor ou conhecer detalhadamente as soluções escolhidas, analisando os contratos para compreender onde está a investir e as comissões associadas. 

Conclusão 

Organizar as suas finanças pessoais pode parecer um desafio, mas com objetivos claros, disciplina e as ferramentas certas, é perfeitamente alcançável. Mas para isso é necessário monitorizar regularmente o seu plano e realizar ajustes quando necessário e garantir que este esteja alinhado com os seus objetivos financeiros, uma vez que o mercado financeiro está em constante mudança.  

A Véspera de Natal é sinónimo daquela correria típica para encontrar o presente perfeito ou lidar com convidados de última hora… Mas, mais do que presentes, o Natal é também um momento de pausa, reflexão e agradecimento por todos os momentos que vivemos no decorrer do ano.

Esta é a altura ideal para pensar nas conquistas, nos desafios superados e nos objetivos que queremos alcançar em 2025. E que tal aproveitar para começar a planear uma estratégia de poupança e investimento para o próximo ano?

Se não sabe bem por onde começar, os livros sobre finanças pessoais podem ser o ponto de partida perfeito. São uma fonte rica de conhecimento prático sobre como poupar, investir e gerir as suas finanças pessoais de forma mais consciente e sustentável.

Por isso, aqui fica o nosso “reminder” natalício: se está à procura de ideias para um presente útil e inspirador, para si ou para um ente querido, deixamos 5 sugestões de livros para aumentar a literacia financeira que vão ajudar as suas finanças pessoais em 2025:

"Psicologia do Dinheiro" - Morgan Housel

Morgan Housel argumenta que compreender a psicologia do dinheiro é essencial para alcançar a independência financeira. Considerado um bestseller internacional, com mais de 4 milhões de exemplares vendidos, “A Psicologia do dinheiro” partilha 19 história que exploram a forma como as pessoas pensam sobre este tema. Este livro, não só mostra insights sobre como evitar erros comportamentais que conduzem a más decisões financeiras, como ajuda a desenvolver uma abordagem mais estratégica e consciente de gestão financeira.

"Os Segredos da Mente Milionária" - T. Harv Eker

T. Harv Eker analisa os fatores psicológicos que moldam a nossa relação com o dinheiro, pois acredita que o sucesso financeiro não se deve a diferenças na educação, à inteligência, ao talento, a oportunidades, a métodos de trabalho, a contactos ou à sorte, mas sim na mentalidade de cada um. O autor oferece ferramentas simples e eficazes para mudarmos a nossa perspetiva sobre projetos, negócios e finanças.

“Pai Rico, Pai Pobre" - Robert T. Kiyosaki

Este livro é um verdadeiro clássico. Kiyosaki apresenta lições sobre o valor dos ativos, a importância de uma educação financeira sólida e como investir de forma inteligente para alcançar a independência financeira. Através da comparação entre dois tipos de mentalidades – a do "pai rico" e a do "pai pobre" – o autor demonstra como as escolhas financeiras podem impactar diretamente o futuro. Com uma abordagem prática e motivadora, é uma boa opção de leitura para quem deseja entender os princípios fundamentais de gestão de dinheiro.

"Princípios para Investir com Sucesso" - Burton G. Malkiel e Charles D. Ellis

Este livro desmistifica a ideia de que investir exige muito dinheiro ou uma compreensão profunda dos mercados, destacando que uma abordagem simples e estratégica frequentemente traz melhores resultados.

Com foco no investimento a longo prazo, os autores Malkiel e Ellis ensinam como minimizar riscos, diversificar de forma equilibrada e reduzir custos, princípios fundamentais para alcançar o sucesso financeiro. A obra oferece uma visão clara e acessível, mostrando que qualquer pessoa, independentemente da experiência, pode investir de forma eficaz e aumentar a sua segurança financeira.

“Tenha Mais Dinheiro na Carteira” - Catarina Brandão

Este livro é uma excelente opção para quem quer finalmente organizar as suas finanças e tomar melhores decisões. Neste livro, Catarina Brandão, criadora do projeto Cat Poupança, oferece estratégias práticas e acessíveis para ajudá-lo a controlar as suas finanças, poupar todos os meses e alcançar a estabilidade financeira que sempre desejou.

Este manual de literacia financeira inclui dicas úteis e estratégias testadas, permitindo-lhe aprender como gerir os seus gastos, pagar contas com tranquilidade e ainda poupar para concretizar os seus sonhos e objetivos de vida.

Conclusão

Estas cinco sugestões de leitura são uma excelente forma de expandir a visão sobre o mundo das finanças pessoais. Cada uma delas oferece diferentes perspectivas sobre como podemos melhorar a nossa relação com o dinheiro e tomar decisões mais inteligentes.

Este Natal, invista no futuro com conhecimento.

À medida que o final do ano se aproxima, é importante avaliar todas as opções de benefícios fiscais disponíveis para assegurar que estamos a tirar o máximo partido das opções disponíveis.

Um dos temas do momento tem sido as alterações do IRS Jovem aprovadas no Orçamento de Estado de 2025. O objetivo é claro: aliviar o impacto fiscal sobre os rendimentos dos jovens que estão a iniciar a sua carreira profissional, para que estes possam criar a sua estratégia de poupança e investimento o mais cedo possível. Contudo, uma das dúvidas que mais se tem “ouvido” é: será que as vantagens fiscais do IRS Jovem e dos Planos Poupança Reforma são cumulativas? É isso que vamos descobrir…

IRS Jovem 2025: O que mudou?

De acordo com as informações divulgadas pela Deco Proteste e outros órgãos de comunicação social, como o Público, o novo Orçamento de Estado, apresentado em novembro de 2024, trouxe importantes novidades para os jovens profissionais, com idades entre os 20 e os 35 anos. As novas regras do IRS Jovem, já aprovadas no parlamento, entrarão em vigor em janeiro de 2025.

O modelo de redução de IRS mantém os parâmetros atuais, ou seja, a tributação dos impostos será aplicada apenas a uma parte do rendimento do jovem. Uma das grandes alterações está no alargamento do período em que este incentivo poderá ser utilizado, que passou de 5 para 10 anos. Ou seja, um jovem profissional que iniciou a sua atividade laboral e que entregue o seu IRS individualmente (fora do agregado familiar), poderá usufruir do IRS reduzido durante 10 anos, até aos 35 anos.

Esta vantagem fiscal abrange tanto os trabalhadores dependentes (que têm um contrato laboral com uma empresa), como os trabalhadores em regime de recibos verdes (por exemplo freelancers).

Como o IRS Jovem Pode Ser Aliado ao Investimento num PPR?

Oferecendo isenções fiscais progressivas ao longo de 10 anos, o IRS Jovem é uma oportunidade para os jovens iniciarem uma estratégia de poupança e investimento de médio e longo prazo desde o início da carreira. Ao aproveitar estas vantagens, poderão utilizar o valor poupado para investir em produtos de poupança e investimento a médio-longo prazo, como por exemplo um Plano de Poupança-Reforma (PPR).

Muitas pessoas acreditam que os PPRs são apenas para quem está perto da reforma, mas investir num PPR desde cedo, é uma excelente forma de criar hábitos de poupança e planeamento financeiro a longo prazo.

Esta combinação é vantajosa, pois o IRS Jovem reduz os encargos imediatos, mas pode não os reduzir na totalidade. O investimento em PPR proporciona benefícios fiscais reduzindo ainda mais a carga fiscal a suportar.

Estratégias Práticas para Jovens:

1. Estabelecer um plano financeiro: Ao começar a trabalhar, beneficiando do IRS Jovem, os jovens podem começar a planear as suas finanças pessoais, incluindo o investimento num PPR. É importante compreender que, para maximizar os benefícios fiscais e o crescimento do investimento, é essencial manter um compromisso a longo prazo com o PPR.

2. Acompanhar os resultados: É fundamental acompanhar regularmente o desempenho dos fundos PPR para garantir que os objetivos financeiros estão a ser alcançados. Os jovens devem estar atentos às opções de investimento disponíveis e ter em consideração o seu perfil de risco ao escolher um fundo adequado.

3. Recorrer a apoio profissional: Consultar um especialista financeiro pode ajudar os jovens a desenvolverem uma estratégia de investimento num veículo que se adeque aos seus objetivos financeiros pessoais.

Conclusão:

O IRS Jovem e o investimento num Plano de Poupança-Reforma (PPR) são duas ferramentas poderosas que, quando combinadas, oferecem uma estratégia eficaz para os jovens gerirem melhor os seus rendimentos e construírem um futuro

financeiro mais seguro. Quanto mais cedo começar a investir num PPR, maior poderá ser o retorno acumulado ao longo do tempo. Aproveite o IRS Jovem e potencie os seus ganhos com um PPR à sua medida. Consulte o site da Golden SGF e encontre uma solução que vá ao encontro dos seus objetivos financeiros!

Sabia que contar apenas com a Segurança Social pode não ser o suficiente para ter a qualidade de vida que deseja após a reforma?

É verdade, estudos têm alertado que o futuro do sistema público de pensões não se prevê tão promissor quanto a maioria gostaria. Segundo o “Ageing Report de 2024”, os futuros pensionistas poderão perder mais de metade do seu rendimento mensal. Entre os principais fatores encontram-se o envelhecimento da população e o aumento da esperança média de vida, que exercem uma pressão significativa sobre a sustentabilidade do sistema. Portanto, é fundamental começar a pensar numa estratégia financeira complementar, o mais cedo possível.

Os Planos de Poupança Reforma (ou PPR), tem sido uma das soluções mais populares entre os portugueses nos últimos anos. Especialistas, como António Ribeiro da DECO Proteste, reforçam que esta preferência se deve à flexibilidade e adaptabilidade destes produtos aos objetivos individuais de poupança.

 Contudo, para quem está a começar a sua jornada financeira, pode ser difícil entender qual é a solução ideal.  Neste guia, vamos explorar tudo o que precisa de saber sobre os PPRs. Vamos a isso?

O que é?

Este é um produto de poupança que oferece benefícios fiscais tanto no momento da subscrição (dedução até 20% no valor do IRS) como no momento de resgate (tributação mais eficiente das mais valias), o que o torna uma escolha popular para quem procura poupar e investir a médio longo prazo.

Sendo um produto de poupança pensado a médio longo prazo, o crescimento destas poupanças não só vai depender do tempo de duração do investimento, como também vai depender muito do perfil de investidor de cada um. Ou seja, a rentabilidade, varia consoante o tipo de risco que o investidor está disposto a correr.

Quem pode subscrever o PPR?

Não existem limites de idade para a sua subscrição, o que os torna uma opção viável tanto para jovens investidores que estão a iniciar a sua jornada financeira como para aqueles que se aproximam da reforma. Além disso, pais que desejem preparar o futuro financeiro dos seus filhos também podem considerar esta solução.

No contrato de subscrição do produto, são sempre identificados dois intervenientes: o contribuinte (a pessoa que realiza as contribuições monetárias ou reforços) e o participante (o titular do produto, que irá usufruir da poupança constituída).

Então no final de contas aqui estão alguns exemplos de quem pode beneficiar:

- Trabalhadores por conta de outrem que desejam complementar a sua pensão de reforma.

- Profissionais independentes que não contribuem para sistemas de previdência tradicionais.

- Estudantes ou jovens trabalhadores que querem começar a poupar cedo e aproveitar ao máximo os benefícios fiscais ao longo dos anos.

- Pessoas já reformadas que ainda procuram um investimento seguro e com vantagens fiscais.

- Pais ou outros familiares diretos que pretendam assegurar o futuro financeiro dos seus filhos ou parentes.

Quantos tipos de PPR’s existem?

A flexibilidade dos PPRs permite que cada investidor escolha o produto mais adequado ao seu perfil e objetivos. Atualmente, existem dois tipos principais de PPR no mercado, cada um com características específicas:

- Fundos PPR

Investindo em diferentes tipos de ativos (como ações, obrigações e matérias-primas, etc.), estes tendem a ter maior potencial de rendimento, mas também podem apresentar maior nível de risco. Não têm capital garantido, o que significa que o valor do investimento pode variar consoante os resultados do mercado, tanto para o lado positivo como para o lado negativo.

- Seguros PPR

Este tipo de produtos, tal como o nome indica, estão associados a contratos de seguro de vida, portanto tem um perfil mais conservador oferecendo uma garantia de capital, transmitindo maior segurança. Isto quer dizer que, também têm a tendência de ter rendimentos mais baixos.

Benefícios Fiscais e Condições de Resgate

1. Benefícios Fiscais:

- Ao subscrever este produto, de acordo com a legislação em vigor, é possível deduzir até 20% das contribuições realizadas no ano à coleta do IRS. Isso significa que ao investir neste tipo de instrumento financeiro, pode reduzir a sua carga fiscal, sendo o valor da dedução ajustado à sua idade.

– Os PPRs oferecem uma grande vantagem fiscal no momento do resgate. Em determinadas situações previstas pela lei, os rendimentos gerados são tributados (ou taxados) a uma taxa de IRS de apenas 8%. É uma taxa consideravelmente mais baixa, uma vez que a maioria dos outros investimentos é tributada a 19,6% ou 28%, dependendo do ativo.

2. Condições de resgate:

Os PPRs podem ser resgatados sem penalizações nas seguintes situações:

- A partir dos 60 anos de idade;

- Reforma por velhice;

- Desemprego de longa duração;

- Doença grave ou incapacidade permanente;

- Pagamento de prestações de crédito habitação própria permanente.

Fora destas condições, o resgate pode implicar a devolução dos benefícios fiscais ou pagamento de penalizações.

“Como saber se estou a escolher o PPR certo?”

Se tem um perfil mais conservador (com baixa tolerância ao risco), o ideal será optar por um produto com capital garantido. Desta forma, o valor investido estará protegido, embora os potenciais ganhos sejam mais baixos.

Por outro lado, se o objetivo é fazer crescer as poupanças a médio ou longo prazo, um perfil mais dinâmico poderá ser mais adequado. Este tipo de investidor tende a escolher fundos PPR com maior exposição a ativos de risco (como ações), que podem proporcionar uma rentabilidade superior ao longo do tempo. No entanto, é importante estar preparado para a volatilidade do mercado: os ganhos não são garantidos e podem variar significativamente, com períodos de valorização seguidos de possíveis desvalorizações.

A idade poderá também ser outro fator a ter em conta, devido ao tempo de exposição do investimento. Jovens investidores podem preferir fundos com maior exposição a ações, enquanto pessoas próximas da reforma podem procurar opções mais estáveis.

No entanto, em qualquer caso, avaliar o teu perfil e os riscos envolvidos é fundamental para garantir que a estratégia de investimento está alinhada com as necessidades e expectativas do investidor.

“Como posso subscrever um PPR? De que documentação preciso”

Para subscrever um Plano de Poupança Reforma (PPR) na Golden SGF, além dos comprovativos exigidos para o cumprimentos das exigências legalmente estabelecidas relativamente ao dever de identificação do Participante e do contribuinte quando existente, o investidor irá necessitar também de:

1. Proposta de Subscrição: Este documento especifica os termos da adesão ao PPR e pode variar conforme o produto escolhido.

2. Perfil de Investidor: Este é um formulário que ajuda a determinar o perfil do investidor consoante a sua tolerância ao risco.

Relativamente aos comprovativos, tenha em consideração que os documentos cuja cópia for enviada terão de estar válidos e a data apresentada nos comprovativos submetidos não pode ser anterior a mais de 6 meses relativamente à data de subscrição do PPR. O processo de subscrição de poderá ser enviado para o seu mediador, para o seu gestor na Golden SGF ou, na sua ausência, diretamente para o email: queropoupar@goldensgf.pt.

“Já tenho um PPR, mas não estou contente com o seu desempenho, posso transferir para outra entidade?”

Sim, é possível transferir um Plano de Poupança Reforma (PPR) para outra entidade. A transferência de PPR não fica sujeita a qualquer penalização fiscal. No entanto, caso o contrato preveja a existência de garantia de capital ou rendimento, a entidade que gere o contrato poderá cobrar uma comissão máxima de 0,5% do valor a transferir. A entidade recetora do PPR não pode proceder à cobrança de qualquer comissão pela operação.

Conclusão

Contar apenas com a Segurança Social pode não ser suficiente para garantir uma qualidade de vida adequada na reforma. Os Planos de Poupança Reforma (PPR) têm se destacado como uma solução viável para os portugueses, oferecendo flexibilidade e benefícios fiscais que incentivam a poupança e o investimento a médio e longo prazo. Para escolher o PPR mais adequado, é importante avaliar o perfil de investidor e os seus objetivos financeiros.